Retornei ao passado, novamente para o dia do passeio na Reserva Florestal, quando conheci Eva. Nós éramos todos muito jovens, todos muito insensatos.
Eva tinha os cabelos castanhos, bem claros, que deslizavam como cascata à banhar-lhe o colo; o rosto meigo, com olhos claros, cintilantes; lábios rosados, pareciam dois gomos de uma fruta madura e doce. Sua pele era lisa, da cor do marfim, imaculada, até parecia ter sido cinzelada por um grande artista. Quando caminhava, ela parecia flutuar levemente no ar, suspensa do solo maculado e indigno de seus pezinhos angélicos.
Ela era mais do que eu consegui enxergar naquele dia, muito mais...
Não necessariamente pra melhor...

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